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15 de dezembro de 2008

O nascer do olho


Não tenho medo
Estou à salvo dos invictos
Minha alma descansa imortal

Há um passo para o eterno
Não tenho medidas ou fronteiras
Eu sou um nada...
Muito mais do que tudo!

Não quero lutar
Nem quero que o mundo caia aos meus pés
Nem comparecer ao encontro dos dois olhos
Apenas entender o ventre do olhar

Por que as flores não caem p'ra cima?
Por que as rodas nao beijam o chão?
Um mundo perfeito
Um mundo quase sempre sem razão

Não tenho medo
O paraíso nao existe
A maça e a cobra são de mentira!

Ao sermos limitados
Acreditando em limites
Ao abrir os olhos, estaremos cegos!

Não quero lutar
Nem quero que o mundo caia aos meus pés
Nem comparecer ao encontro dos dois olhos
Apenas entender o ventre do olhar

Por que as flores não caem p'ra cima?
Por que as rodas nao beijam o chão?
Um mundo perfeito
Um mundo quase sempre sem razão

(Hermann Quadros)

12 de dezembro de 2008

22 de dezembro


Não tenho sentidos
Nem sei se posso tê-los
Quero uma lágrima...

Por favor, me acolhe
Ainda tenho forças
Fiz uma canção
22 de dezembro

Choveu um pouco
Lavou a minha alma
Tenho tanto medo
Tenho medo demais

Por ser feliz e nada mais
Por ser feliz e nada mais

Deixei as lágrimas lá fora
Aprendi a andar com as próprias pernas
Pela frente há tanto mundo
Vou deixar muito mais pra trás

Segui as ondas
Naveguei as mágoas
Enfrentarei o medo
Serei capaz de enfrentar

Por ser feliz e nada mais
Por ser feliz e nada mais

(Hermann Quadros)

Sono Profundo


Tenho medo do escuro
Tenho medo do mundo
Não apague a luz
Tenho medo do escuro

As luzes voltam cedo
A palavra vem mais tarde
Os olhos esqueceram
Tenho medo do escuro

Fontes que um dia me saudaram
Estradas que um dia deixei pra trás
Fonte que um dia matei a cede
Estradas que um dia me deram vida

Oh, sol da meida noite
Oh, veneno que paira no céu
Oh, lua obscura
Deste lado um deserto

Oh, menino solitário
Regue as acácias do verão
Conte a dor que lhe faz sofrer
De um espinho ao ser rival

Fontes que um dia me saudaram
Estradas que um dia deixei pra trás
Fonte que um dia matei a cede
Estradas que um dia me deram vida

(Hermann Quadros)

Quando porcos voam


Chove... eu ando mesmo pela rua
Desagua noite, um sol poente
Transpareço, então, pelas núvens

Vivo... eu vivo mesmo sem destino
Eu vivencio exército maldito
Transpor o ódio em louvor

Devo ser de um país distante
Devo ser de um país distante

Vento...quando leva um balão
Trafega vidas pelo espaço
Esquece outras pelo chão

Glória... quando porcos voam baixo
Quando bate um coração-relogio
Quando a mágica os transforma

E que as paredes caiam
E derrubem consigo todo o teto
Que a porta fique ao meu lado
E as areias fiquem transparentes
"Uma rosa e três vulções pelo joelho
Um deles extinto para sempre"...

(Hermann Quadros)

Garotos para sempre


Deixem os garotos brincarem
Não ensine-os idioma de idiotas
Deixem os garotos sonharem
Triste aqueles, os "velhos de bengala"

Deixem os garotos brincarem
"Tragam os rapazes de volta"
Suas mágoas: as palavras do teu erro
Com perfeição e ódio a si mesmo

Vai ver que você pensa
Que eu não sou o teu garoto
Vai ver que o mundo gira por você
Vai ver que você pensa
Que eu não estou (só pra loucos)
Vai ver que quando olha não me vê

Deixem os garotos brincarem
Não ensine-os idioma de idiotas
Com a verdade contada em mentiras
Com histórias que contam muito mais histórias...

(Hermann Quadros)

Anjos e Demônios


Pra onde vão os anjos e demônios?
De que é feito o amor?
Arcos de engano, palavras do meu eu
Amor, te dou amor
Se é simples, por bem, ser triste
Deuses de um pecado louco
Pecadores de um paraíso
Com mil pecados
A serem perdoados

Pra onde vão os anjos e demônios?
Os cavaleiros da corte? E donzelas em perigo?

Tarde demais pra perceber
Que os melhores morrem cedo
Tarde demais pra perceber
Que os melhores morrem cedo
Nascem de novo...

Estando em paz, os demônios são anjos
Estando em paz, os demônios são anjos
Iguais à nós... sobraram poucos
Iguais à nós... poucos sobrarão.

(Hermann Quadros)

Toda Noite


Passam dias e semanas
Tudo está em seu mesmo lugar
E a rotina da minha vida
Já está me dexando mal

Toda noite...

Acho que não prossigo
Se o peso estás no meu ombro
E na cabeça o delírio
Se o medo estás ao meu alcance

Toda noite...

Alguém do infinito
Alguém que não sou
Que seja bem vindo
Alguém que errou

Toda noite...

Granitos pintados à mão
Flores que nascem da noite
Rosas que falam inverno
Gritos que ecoam da noite

Flor da noite
Toda noite...

(Hermann Quadros / Sterffeson)

Amor Idílico - Parte 2


Não, não tenho palavras
Os olhos veriam simples
Ao final da frase seria inverno
Mas dentro de nós acerta-se um relógio
De fronteiras...
De um peito quase livre
Será a medalha tua prisão perpétua?

Ao que parece recindir
Tudo haver como quem não quer
Atitude quer se demolir
Bang-bang contra a minha fé
Ao que parece recindir
De cometas e estrelas imparciais
Revivem os novos moinhos
Em voz tão alta, doce, leve...

Os olhos não dizem nada
Olhares confessam idílio
As lágrimas escorrem p'ro mar
Serão as lágrimas de triste ou de alegria?
Aonde nascem os rios...
Dos campos de plumas do Éden?
Serão os campos de poesia campestre?

(Hermann Quadros)

Só para loucos


Eu tenho os meus caminhos
Você tem os seus
Eu tenho os meus caminhos
Você tem os seus do lado oposto
E os nossos caminhos
Não são iguais aos dos outros...
Eu tenho os meus caminhos
Você tem os seus
Eu tenho os meus caminhos
Você tem os seus do lado oposto
E os nossos caminhos
São caminhos para loucos

Não vivemos ao sol do amanhã
As estradas são opostas,
O caminhos está correto

Longe dos olhos de quem ver
A cidade que amanhece ao por do sol
Longe dos olhos de quem ver
A cidade...
E a gente continua andando quebrando portas e janelas
E a gente continua andando quebrando portas e janelas

Viajamos dentro de nós mesmos
Viajamos dentro de nós mesmos
Sem tristeza a depor

Eu tenho o meu caminho
Você tem o seu...

(Hermann Quadros)

Amor Idílico - Parte 1



Os outros não revelam
Que se constroi amor com muita paz
O que ganhou, o que perdeu
Consiguirás, você é capaz
Amor, então, verá teu ódio
Sentirei pena, então, do amor
Ele não virá...
Se é meu o amor é triste o amor
Se sou calmo, ele é
Valente eu sou
Se tenho medo, ou se o medo é que me tens


Ao que parece recindir
Tudo haver como quem não quer
Atitude quer se demolir
Bang-bang contra a minha fé
Ao que parece recindir
De cometas e estrelas imparciais
Revivem os novos moinhos
Em voz tão alta, doce, leve...


Isso aí no teu rosto
É uma lágrima verdadeira
Que se ganhou, ou se chorou
Então verás, chegerá muito mais
Se as águas são suas, os rios são seus
A ponte é que passa por cima de mim
Pobre de mim...
Se o medo é seu, o medo então é nosso!


(Hermann Quadros)