15 de dezembro de 2008

O nascer do olho


Não tenho medo
Estou à salvo dos invictos
Minha alma descansa imortal

Há um passo para o eterno
Não tenho medidas ou fronteiras
Eu sou um nada...
Muito mais do que tudo!

Não quero lutar
Nem quero que o mundo caia aos meus pés
Nem comparecer ao encontro dos dois olhos
Apenas entender o ventre do olhar

Por que as flores não caem p'ra cima?
Por que as rodas nao beijam o chão?
Um mundo perfeito
Um mundo quase sempre sem razão

Não tenho medo
O paraíso nao existe
A maça e a cobra são de mentira!

Ao sermos limitados
Acreditando em limites
Ao abrir os olhos, estaremos cegos!

Não quero lutar
Nem quero que o mundo caia aos meus pés
Nem comparecer ao encontro dos dois olhos
Apenas entender o ventre do olhar

Por que as flores não caem p'ra cima?
Por que as rodas nao beijam o chão?
Um mundo perfeito
Um mundo quase sempre sem razão

(Hermann Quadros)

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