12 de dezembro de 2008

Amor Idílico - Parte 2


Não, não tenho palavras
Os olhos veriam simples
Ao final da frase seria inverno
Mas dentro de nós acerta-se um relógio
De fronteiras...
De um peito quase livre
Será a medalha tua prisão perpétua?

Ao que parece recindir
Tudo haver como quem não quer
Atitude quer se demolir
Bang-bang contra a minha fé
Ao que parece recindir
De cometas e estrelas imparciais
Revivem os novos moinhos
Em voz tão alta, doce, leve...

Os olhos não dizem nada
Olhares confessam idílio
As lágrimas escorrem p'ro mar
Serão as lágrimas de triste ou de alegria?
Aonde nascem os rios...
Dos campos de plumas do Éden?
Serão os campos de poesia campestre?

(Hermann Quadros)

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