15 de dezembro de 2008

O Funileiro


Eu sou o funileiro
Fácil de ser entendido
Detenho a liberdade
Faço jus a minha altura
Eu sou a proteção
E todos morrem aos meus pés
Meu nome está escrito
Sob céu azul, vermelho sangue

Eu sou a vergonha de 61
Eu sou o que os Deus chamam de triste
De braços abertos e argila
Feito da mais pura arrogância

Eu sou o funileiro
Fabricante de folha-de-flandres
Eu sou coração de pedra
Divisão de universos
Eu sou um infame
De baixo preço e sem nobreza
Capacidade desordenada

Eu sou o alívio de 89
Eu sou o que a desonra chama de abismo
De braços abertos e argila
Feito da mais pura arrogância

(Hermann Quadros)

Nenhum comentário:

Postar um comentário