
Chove... eu ando mesmo pela rua
Desagua noite, um sol poente
Transpareço, então, pelas núvens
Vivo... eu vivo mesmo sem destino
Eu vivencio exército maldito
Transpor o ódio em louvor
Devo ser de um país distante
Devo ser de um país distante
Vento...quando leva um balão
Trafega vidas pelo espaço
Esquece outras pelo chão
Glória... quando porcos voam baixo
Quando bate um coração-relogio
Quando a mágica os transforma
E que as paredes caiam
E derrubem consigo todo o teto
Que a porta fique ao meu lado
E as areias fiquem transparentes
"Uma rosa e três vulções pelo joelho
Um deles extinto para sempre"...
(Hermann Quadros)
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