12 de dezembro de 2008

Quando porcos voam


Chove... eu ando mesmo pela rua
Desagua noite, um sol poente
Transpareço, então, pelas núvens

Vivo... eu vivo mesmo sem destino
Eu vivencio exército maldito
Transpor o ódio em louvor

Devo ser de um país distante
Devo ser de um país distante

Vento...quando leva um balão
Trafega vidas pelo espaço
Esquece outras pelo chão

Glória... quando porcos voam baixo
Quando bate um coração-relogio
Quando a mágica os transforma

E que as paredes caiam
E derrubem consigo todo o teto
Que a porta fique ao meu lado
E as areias fiquem transparentes
"Uma rosa e três vulções pelo joelho
Um deles extinto para sempre"...

(Hermann Quadros)

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